APO promove café em homenagem às mães

No dia sete de maio, a APO promoveu o Café das Mães. No evento, realizado em local cedido pelo vereador Zé Maria, fizeram-se presentes, além dos ostomizados, voluntários amigos e familiares de associados da APO.

“Além das comidas, distribuição de brindes e sorteios, que sempre são muito bons, o mais importante no Café das Mães, que chega à sétima edição, é a confra-ternização, porque não estão presentes somente os ostomizados, mas também voluntários, parentes e amigos”, afirma a 2ª tesoureira, Zenir de SiteDSC01905Araújo.DSC02023 - CópiaDSC02042 - CópiaDSC02046 - Cópia

 

APO passa a oferecer atendimento gratuito nas áreas de nutrição e assistência social

A partir do início de fevereiro, a Associação Paranaense dos Ostomizados, em parceria com profissionais voluntários, passa a oferecer atendimento gratuito nas áreas de nutrição e assistência social, com a nutricionista Camila Brandão Polakowski e a assistente social Claudia Ely de Oliveira e Silva.

Para receber o atendimento, os associados devem entrar em contato com a associação pelo telefone (41) 3079-5933 para manifestar o interesse em receber o atendimento. Em seguida, será apurada a próxima data em que houver número mínimo de pacientes agendados para que as profissionais voluntárias venham até a sede da APO para o plantão e os pacientes serão informados sobre dias e horários. Frisamos que os associados que vierem à sede da APO sem agendamento não serão atendidos, sendo o atendimento somente nos plantões fechados com número mínimo de pacientes.

O serviço de atendimento psicológico gratuito a ostomizados também está em estudo e possivelmente entrará em funcionamento nos próximos meses.

Isenção tarifária no transporte coletivo para ostomizados: saiba como obter este benefício

Após anos de luta para que a isenção tarifária no transporte público para ostomizados entrasse em funcionamento na cidade de Curitiba-PR, no dia 27 de abril de 2015 foi sancionada pelo prefeito Gustavo Fruet a lei municipal 14649/15, de autoria do vereador Zé Maria, que isenta o pagamento de tarifa de transporte coletivo a usuários ostomizados com renda familiar de até três salários mínimos. No entanto, mesmo após a sanção, membros da Associação Paranaense dos Ostomizados tiveram dificuldade em conseguir a emissão do documento que garante o benefício.

“Há vários anos temos trabalhado para obter a isenção tarifária no transporte público para os ostomizados de Curitiba. Em 2012 fomos até os órgãos competentes, sem sucesso. Novamente em 2014 fizemos o mesmo processo, também sem sucesso. Agora, depois da lei municipal em prol dos direitos dos ostomizados sancionada, tentamos novamente. Ainda assim, de início tivemos dificuldades, mas fomos atrás das pessoas responsáveis e finalmente conseguimos obter os primeiros cartões de isento.”, afirma Luiza Helena Ferreira Silveira, ostomizada e 1º tesoureira da APO, uma das primeiras a conseguir a emissão do cartão de isento, juntamente com Adélia Giacomelli, também ostomizada associada da APO.

Para obter o cartão de isento emitido pela URBS é necessário seguir os passos abaixo:

1º PASSO

Os ostomizados que estiverem dentro das condições previstas em lei (ostomia definitiva e renda familiar de até três salários mínimos) devem procurar a unidade do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) mais próxima de sua residência para fazer o cadastro social e agendar a perícia médica nas unidades de saúde. Para isso, o ostomizado deve portar:

– RG, carteira de trabalho ou carteira de habilitação (original e cópia);
– Atestado médico atualizado (original e cópia);
– Comprovante de endereço (original e cópia);
– Comprovante de renda familiar.

Após realizar o cadastro, o CRAS encaminhará o solicitante à uma unidade de saúde para realizar a perícia médica. Em caso de aprovação das condições do ostomizados por parte do médico, o mesmo irá emitir uma declaração comprobatória.

* Nas solicitações feitas por membros da APO, o período de agendamento da perícia é de aproximadamente uma semana após dar entrada no cadastro social.

2º PASSO

Ir até a perícia médica na unidade de saúde indicada pelo CRAS. Após a perícia, a própria unidade de saúde encaminha o processo para o Centro de Especialidades Médicas Matriz (CEMM). Posteriormente, o CEMM entrará em contato com o ostomizado informando a necessidade de ir até uma unidade da URBS.

* Nas solicitações feitas por membros da APO, o período entre a perícia e a ligação do CEMM foi de aproximadamente dez dias.

3º PASSO

Ir até a URBS após o contato da CEMM para confecção do cartão de isento.
* Nas solicitações feitas por membros da APO, a emissão do cartão ocorreu no mesmo dia.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

– O processo de solicitação da carteirinha tem algum custo?
Não existem taxas cobradas pelos serviços por parte dos órgãos aqui citados. Os únicos custos são com as cópias do documentos.

– Qual é o tempo aproximado para receber o cartão de isento?
Nas solicitações feitas por membros da APO, após dar entrada na unidade do CRAS, todo o processo até a emissão do documento durou aproximadamente um mês.

– O direito é válido somente para Curitiba?
Sim. A lei 14649/15 é municipal referente à cidade de Curitiba. No entanto, algumas cidades da região metropolitana do Paraná já tem isenção no transporte público para ostomizados.

– Quais as unidades do CRAS?
Matriz (praça Rui Barbosa) / Boa Vista (próx. ao posto de saúde 24h) / Portão (terminal Fazendinha) / Pinheinho (terminal Pinheirinho) / Boqueirão (terminal Carmo) / Santa Felicidade (terminal Sta. Felicidade) / Posto do Tatuquara (Rua Pero Vaz de Caminha, 560). O ostomizados deve ir até a unidade mais próxima da sua casa, que é o único local em que o mesmo será atendido.

Associados elegem diretoria da APO para o biênio 2016/2017

f0efae83-45fb-4065-9e66-cfc21736affdNo dia 26 de novembro, na sede da APO, foi realizada a assembleia extraordinária para eleição da nova diretoria para os anos 2016 e 2017.

Veja abaixo os integrantes eleitos:

PRESIDENTE
Ione Lacerda Mendes Sanches
VICE-PRESIDENTE
Diginal Carneiro

1º SECRETÁRIA
Marília Angelina Maito
2º SECRETÁRIA
Marlene de Fátima Sasso
1º TESOUREIRA
Luiza Helena Ferreira Silveira
2º TESOUREIRA
Zenir de Araújo
1º CONSELHEIRO
João Mendes Sanches
2º CONSELHEIRO:
Ilian Zacarias Xavier Roth
3º CONSELHEIRO:
Nailon Batista Silveira
1º SUPLENTE:
Iolanda Borges dos Santos de Melo
2º SUPLENTE: Raulino Canestraro
3º SUPLENTE: José Gonzaga de Melo

5 anos de Jornal APO!

Uma grata coincidência. Assim defino meu primeiro encontro com a Associação Paranaense dos Ostomizados há pouco mais de cinco anos. No segundo semestre de 2010, cursando o sexto período da graduação em Jornalismo, eu e mais três colegas chegamos à APO com a missão de elaborar um trabalho acadêmico, tendo como objetivo criar um plano de comunicação para a associação. Eu, André, Natali e Suzayne (hoje todos jornalistas formados), até então desconhecíamos o que era uma ostomia. Começamos a frequentar a associação sempre que possível buscando conhecer os ostomizados, saber mais como eram as rotinas de atendimento e identificar em quais pontos poderíamos ser úteis.

Identificamos algumas oportunidades de aprimoramento da comunicação da APO com pacientes, profissionais da área de saúde, familiares de ostomizados, empresas, e etc. De todas as ideias que saíram do papel, certamente a principal e mais importante foi o Jornal APO.

Uma ideia simples a princípio se tornou algo também simples. Sendo estudantes, ainda não tínhamos a capacidade de desenvolver algo profissional. E assim se desenrolou a primeira edição do jornal. Quatro páginas impressas em um papel bastante simples com algumas informações sobre o funcionamento da associação. Nada pretencioso. Mas a partir daqueles primeiros exemplares que vi e folheei, percebi o tamanho da importância que o Jornal APO teria dali para frente. Até hoje são cinco anos ininterruptos de circulação do jornal. Além de chegar às mãos de centenas de pessoas bimestralmente, como resultado da publicação a APO já chegou aos mais importantes canais de TV. Atualmente o Jornal APO é um dos principais meios de comunicação entre a associação e os públicos a quem ela atende.

Estar presente na associação durante esses cinco anos e alguns meses representam algumas descobertas que gostaria de compartilhar aqui:

Descobri que poucos profissionais que convivi em todas as empresas que trabalhei até hoje se esforçam tanto quanto os voluntários da APO o fazem no dia a dia sem receber um centavo por isso, mas recebendo como recompensa largos sorrisos imensamente agradecidos.

Descobri que não há dinheiro que pague a assistência que um recém ostomizados recebe ao sair com pouquíssimas esperanças da cirurgia da vida.

Descobri que o atendimento voluntário e extremamente atencioso aos ostomizados não é somente uma atividade de cidadania, mas sim um estilo de vida dedicado a servir quem mais precisa.

Descobri, por fim, que voluntários entregaram a vida se doando para que outras pessoas tivessem condições melhores e mais dignas do que eles.

Meu agradecimento é a todos os que se dedicam nessa corajosa, desafiadora e recompensadora missão de fazer a diferença na vida de quem precisa. Também agradeço a importante parceria com as empresas que patrocinam esse jornal. Tudo exige um custo, e o Jornal APO está longe de ser algo barato de produzir. Por isso empresas extraordinárias como a gráfica Serzegraf, a Convatec, a Hollister e a Coloplast tem se empenhado em permitir que esse trabalho continue.
Por último agradeço à você que lê essas páginas à cada edição. Além dos ostomizados e associados, são também seus familiares e amigos, profissionais de saúde, empresários, políticos e outros ativistas do bem.

Que possamos continuar juntos esse trabalho que começou de forma tão simples, mas que cada dia tem sido aprimorado para levar conhecimento e promover a defesa dos direitos dos ostomizados. Vamos juntos!

Gabriel Sestrem
Jornalista responsável pelo Jornal APO
MTB 9155-PR

APO participará de ação comemorativa de 30 anos da Abraso

No primeiro trimestre de 2015 a Associação Brasileira de Ostomizados (Abraso) lançou um projeto com o objetivo de resgatar, de forma artística, a história das associações brasileiras de ostomizados. No projeto, denominado Colcha de Retalhos, que integra o rol de ações comemorativas dos 30 anos de atividades da Abraso, as associações foram convidadas a fazer representações de suas histórias em um tecido. Membros e amigos da APO realizaram a colcha de retalhos, que será levada na reunião nacional da Abraso, programada para os dias 14 e 18 de novembro, na cidade de Natal (RN).

“Várias pessoas participaram da criação do material. E não foram somente ostomizados. Agradecemos a Luiz Claudio Zolet, que fez o desenho e a Zeima Manhães, que realizou a pintura”, observa a presidente da APO, Ione Mendes Sanches.

Cirurgia de reversão de colostomia e ileostomia: o que é e para quem é indicado?

Notando dúvidas comuns entre muitos ostomizados a respeito da reversão, ou seja, a reconstrução do trânsito intestinal em pacientes colostomizados e ileostomizados, a APO entrevistou o oncologista doutor Massakazu Kato, a enfermeira Salete Ferreira de Godoi Kato e a nutricionista Camila Brandão Polarowski para coletar informações úteis a respeito do conceito e viabilidade da reversão.

É denominado ostoma (ou estoma) toda comunicação artificial entre um órgão oco com o exterior. Conforme a localização, o ostoma recebe denominação própria. Dessa forma, a ileostomia é no íleo e colostomia é no colon (intestino grosso), assim como a duodenostomia é no duodeno, jejunostomia é no jejuno e assim por diante. Suas funções também são diferentes. A duodenostomia e a jejunostomia servem para alimentar e a ileostomia e colostomia, para eliminar conteúdo fecal.

A ileostomia e a colostomia em alças geralmente são temporárias e a reversão consiste apenas no seu fechamento através da enterorrafia (no íleo) e da colorrafia (no colon). Já a ileostomia e a colostomia terminal podem ser revertidas quando no procedimento cirúrgico foi deixado um segmento do reto e este procedimento se realiza através de uma anastomose (emenda) do íleo com o reto ou do colon com o reto.

Os casos em que a reversão é indicada também são variáveis. Como exemplo, um paciente que possuía um tumor, retirou a área doente em processo cirúrgico, fez o tratamento e ficou estável. Nesse caso são realizados uma série de exames que indicarão se é possível ou não fazer a reconstrução. “É um processo que varia de pessoa para pessoa. Há casos em que o médico jamais vai recomendar uma reconstrução”, afirma Salete.

O período mínimo para fazer a reversão após a cirurgia são 40 dias, mas esses casos são raros. Geralmente as cirurgias acontecem entre três e seis meses ou mais, dependendo da doença.

Como em qualquer cirurgia existem riscos. Especificamente no caso da reversão, há riscos como fazer fístulas (abertura da emenda e extravasamento de conteúdo fecal para fora ou para dentro da cavidade abdominal) ou obstruções (fechamento da área da emenda causando dificuldade parcial ou total da passagem do conteúdo fecal), havendo necessidade de refazer a cirurgia. As causas podem ser devido a má cicatrização, rejeição do corpo pela intervenção, infecção, entre outros. “Nos casos de ileostomia e colostomia em alça, se for feito um estímulo no segmento em repouso fazendo com que o paciente evacue pelo ânus antes do fechamento, as complicações pós-operatórias são menos frequentes”, afirma doutor Kato.

Após a cirurgia, o médico vai avaliar qual é o período de acompanhamento médico pós operatório. Na maioria dos casos, o paciente vai ser periodicamente acompanhado de forma permanente, tendo retornos mais próximos no primeiro mês e mais espaçado nos períodos seguintes.

Como citado, existem complicações pós-operatórias que podem ocorrer em decorrência da cirurgia de reversão. No entanto, existem casos bem sucedidos em que foi possível restaurar inteiramente a trânsito intestinal. Um desses casos é o da voluntária da Associação Paranaense dos Ostomizados, Sandra Cristina Martins. Sandra foi submetida a uma ileostomia em março de 2014. Antes de realizar a cirurgia, foi orientada pelo médico de que poderia ser feita a reversão em um prazo de oito a doze meses. No entanto, com sete meses após a ileostomia, Sandra foi chamada para fazer a reversão, o que ocorreu em outubro de 2014 após a realização dos exames pré-operatórios. “A cirurgia foi tranquila e sem complicações. Fiquei três dias no hospital e logo vim para casa. Mas o processo de adaptação foi um pouco complicado. Até se acostumar foi difícil. No começo pensei que seria melhor ter permanecido com a bolsa. Tive muitas queimações na pele, fissuras, dermatite. Mas depois do processo de adaptação me senti bem melhor”, afirma Sandra.

Sandra foi submetida a cirurgia de ileostomia em março de 2014 e sete meses mais tarde, no mesmo ano, fez a cirurgia de reversão

CONCLUSÃO
O paciente ostomizado precisa ter consciência de que é o médico (oncologista, coloproctologista, gastroenterologista) quem pode determinar se é possível ou não realizar a reconstrução do trânsito intestinal. Em alguns pacientes ostomizados, a reversão será possível e em outros impossível. A melhor maneira de saber se no seu caso será possível é tendo uma boa conversa com seu médico.

 

Alimentação no pré-operatório de reconstrução de trânsito (reversão)

 

A alimentação deve ser conforme o habitual, contendo todos os grupos de alimentos. A alimentação saudável deve incluir água, carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, fibras e minerais, os quais são insubstituíveis e indispensáveis ao bom funcionamento do organismo.

Veja alguns passos para uma alimentação variada e equilibrada:

1. Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e janta) e dois lanches por dia. Não pule as refeições e controle a quantidade.
2. Aumente e varie o consumo de frutas, legumes e verduras. Coma-os cinco vezes por dia.
3. Coma feijão com arroz todos os dias, ou pelo menos cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas.
4. Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes do preparo, podendo ser cozido, grelhado ou assado.
5. Reduza o consumo de doces, bolos, biscoitos e outros alimentos ricos em açúcar.
6. Reduza o consumo de álcool e refrigerantes.
7. Tome no mínimo 8 copos de água diariamente.
Caso haja necessidade marque uma consulta com uma nutricionista para detalhamento das orientações nutricionais.

Camila Brandão Polakowski
Nutricionista (CRN 8 6951)